Peixe-elétrico #05

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Nesta edição:

 

Hélio Oiticica em Manhattan – SILVIANO SANTIAGO

Silviano Santiago dialoga com o artista plástico a partir de suas memórias da década de 1970, quando frequentava o apartamento dele em Nova York. Crítica e memória se misturam num texto intenso e generoso.

 

Em um segundo ensaio – “Meditação sobre o ofício de criar” –, relendo seus próprios textos, Silviano Santiago analisa o fenômeno da autoficção na literatura contemporânea.

Norte magnético – GARNETTE CADOGAN

Jamaicano radicado nos EUA, Garnette Cadogan traz ao leitor brasileiro um pouco de seu projeto de fenomenologia da caminhada. Ao andar por bairros constrastantes em Nova York, Cardogan discute a dinâmica das mudanças culturais em cenários urbanos, a partir do olhar de quem caminha e observa. Racismo, luta de classes, urbanismo e violência, são lidos de muito perto.

 

Iracema – uma transa amazônica – ANA PAULA PACHECO

Ana Paula Pacheco analisa o filme “Iracema – uma transa amazônica”, observando como a modernidade chega em espaços abandonados, trazendo consequências de toda ordem. A experimentação formal dos diretores cria uma ficção documental até hoje valiosa e significativa para a compreensão do nosso atraso. 

 

Réquiem e utopia – FLÁVIO RICARDO VASSOLER

Com estilo forte e bastante erudição (sem falar na experiência de quem conhece o Império russo pessoalmente) Vassoler analisa a obra de Svetlana Alexievich, a mais recente Prêmio Nobel de Literatura, notando tanto a originalidade de sua obra como a força de denúncia que ela traz no bojo de vozes desencontradas e perdidas em meio a um Império em franca decadência.

 

O tom de Nuno Ramos – RICARDO LÍSIAS

Ricardo Lísias resenha o livro “Sermões” de Nuno Ramos e a partir dessa leitura procura elementos que organizem a obra literária e visual do artista paulistano.

 

Destroços: um romance – BRUNO RODRIGUES

Em um texto fragmentário e errante, Bruno Rodrigues retoma as questões que seu primeiro texto publicado na Peixe-elétrico (edição # 2) já apresentava: as exclusões que o cânone literário representa, o elitismo que persiste em muitas questões literárias e a militância urgente que nosso tempo parece recusar. 

 

O triunfo do leitor – THIAGO BLUMENTHAL

O ensaio analisa o novo status que a figura do leitor parece estar assumindo em um tempo em que mais do que ler, é preciso mostrar esse ato, declará-lo ao mundo e, ainda mais, ilustrar-se publicamente com os efeitos dessa leitura.

 

Operação Tobias – SÉRGIO TAVARES

Tavares reflete sobre o caso do folhetim eletrônico Delegado Tobias. O texto analisa as novas hipóteses de porosidade no ato da leitura e, consequentemente, os limites da ficção. 

 

Nova York lado B – RUDDY ROYE

Esta edição é toda ilustrada por flagrantes de Nova York clicados pelo militante e talentoso fotógrafo Ruddy Roye. 

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